RODRIGO MAIA DECLARA QUE META FISCAL "DEVE FICAR ONDE ESTÁ"

Sucessor de Temer caso o peemedebista saia do cargo, presidente da Câmara dos Deputados critica possibilidade de o governo querer elevar o déficit
Em sua conta no Twitter, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou, neste sábado (29), ser contra a mudança da meta fiscal de 2017, que prevê um déficit de R$ 139 bilhões nas contas públicas.
Em sua publicação na rede social, Rodrigo Maia afirmou: “A minha posição é que a meta fiscal fique onde está. Não é correto gerar mais R$ 30, 40, 50 bilhões de gastos para a população pagar”. A fala se refere a uma possível atitude do Executivo federal, de ter que mudar a meta fiscal prevista para esse ano, aumentando ainda mais a previsão de déficit (despesa maior que a receita).
Para isso, é preciso que o governo envie uma proposta ao Congresso Nacional dando aos parlamentares a possibilidade de aprovar ou não a alteração.
O parlamentar, que é o primeiro na linha de sucessão caso haja a queda do presidente Michel Temer (PMDB), também declarou que “todo mundo tem o seu orçamento e precisa viver dentro do seu orçamento”. Para o político do DEM, essa regra também inclui a União, os estados e os municípios. Ele também defende que, caso o governo não tenha condições de cumprir a meta, que construa soluções, porém, sem aumento de gastos.
Dívida
Neste ano, o governo federal, os estados e os municípios gastaram R$ 35,2 bilhões a mais do que arrecadaram no primeiro semestre de 2017. É o pior resultado em 21 anos.
E, com a necessidade de pedir mais dinheiro para fechar as contas, o setor público aumentou a dívida bruta que equivale hoje a 73,1% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos valores dos bens e serviços que um país produz em um determinado período –, a maior já registrada na história do Brasil.

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