A presidente do STF Cármen Lúcia não libera acesso a áudios com Joesley Batista

Para a presidente do STF, pedido da defesa do peemedebista não é urgente; decisão final ficará nas mãos de Edson Fachin, que tocará caso após o recesso
No pedido, a defesa do presidente da República solicitava acesso a sete gravações recuperadas pela Polícia Federal (PF), durante a perícia feita no áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista com Temer em março, no Palácio do Jaburu.
Por isso, tal decisão não precisaria ser tomada por ela, durante as férias de Fachin. A ministra ressaltou ainda que o relator do caso retornará ao trabalho "antes da data aprazada inicialmente para o compromisso da Câmara dos Deputados quando os dados buscados seriam apresentados”.

O que afirma a defesa de Temer
Ao Supremo, os advogados alegam que sete gravações não foram juntadas ao inquérito sobre o presidente após o trabalho pericial.
Para Antônio Claudio Mariz, representante de Temer, as gravações são necessárias para compor a defesa durante a votação na Câmara dos Deputados, prevista para o dia 2 de agosto, sobre o aval da Casa para o prosseguimento da denúncia contra o presidente no Supremo.
O fim do recesso parlamentar está marcado para o dia 1º de agosto.

Denúncia contra Temer

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o presidente e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) pelo crime de corrupção passiva.
A acusação está baseada nas investigações abertas a partir das delações dos empresários Wesley e Joesley Batista , donos da JBS, no âmbito da Operação Lava Jato.
Em abril deste ano, o ex-deputado e ex-assessor do presidente Rocha Loures foi filmado saindo de um restaurante, em São Paulo, com uma mala contendo R$ 500 mil. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o dinheiro destinava-se a Michel Temer.
Informações: Agência Brasil.

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